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GESTÃO PARTICIPATIVA COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO

Vivemos em um mundo no qual observam-se as empresas como verdadeiros organismos vivos, que precisam aprender a tornar-se flexíveis e a mudar para se manterem competitivas. Alianças são cada vez mais comuns e fundamentais, aumento do uso intensivo de tecnologia, a busca de recursos externos continua ampliando-se ao longo do tempo, a capacidade de aprendizagem contínua é um dos critérios de medição do grau de sucesso organizacional.

Hoje, o êxito de uma empresa ultrapassa a simples frieza dos resultados de um balanço positivo e, em verdade, o quanto esta corporação valoriza os seus empregados, o quanto contribui para a preservação do meio ambiente, o quanto ajuda a comunidade ao redor.

São aspectos tão fundamentais quanto qualquer outra argumentação financeira. Presenciamos, hoje, muitas organizações sendo avaliadas pelo mercado em função dos seus ¿balanços sociais¿ e não, como seria de esperar, somente pelos seus balanços contábeis.

Neste "novo" contexto corporativo, a gestão participativa pretende transformar as pessoas em parceiros do negócio, participando dos custos e benefícios da atividade empresarial. É a evolução do processo democrático. A matéria prima dessa forma de gestão está nas pessoas e o que esta postura envolve de desafios e barreiras. O ser humano é extremamente complexo, é psicológico, biológico e social. Cada um tem nuances que o outro não possui e isso torna, muitas vezes, a gestão participativa difícil de ser exercida.

A gestão participativa pressupõe envolvimento e busca incessante do consenso em torno de objetivos estipulados. Por vezes demonstra-se impossível de ser realizada. A empresa percebe que "perde-se" tempo com tantas reuniões, com a administração de conflitos inerentes ao processo democrático, com as lentidões que começam a surgir nas tomadas de decisão. Nessa hora, se a base, se os valores da organização não estão bem consolidados, invariavelmente, acabam por abandonar o modus operandi. Os momentos de "crise" são as melhores oportunidades para observarmos o quanto à gestão participativa está ou não intrínseca nos executivos.

Na abordagem da gestão participativa, invariavelmente, precisamos mencionar a figura do líder com novas atribuições e uma nova visão estratégica. O líder de hoje também precisa ser diferente do líder de ontem.

A mudança cultural da organização que deseja incentivar a gestão participativa é o primeiro e mais importante passo a ser perseguido. A gestão participativa supõe algumas premissas que têm que ser avaliadas para saber se é realmente essa a filosofia de trabalho que a empresa deseja adotar. Ao envolver pessoas e hierarquia é importante perguntar se a liderança tem confiança total em seus colaboradores; ela admite que eles lhe falem com total liberdade? É capaz de ouvir opiniões dos colaboradores e adotá-las quando boas?

Todas as pessoas envolvidas devem ter a visão do negócio. Desde a faxineira até o mais alto executivo. Isso fará com que todos se envolvam e compreendam a importância das partes para o sucesso do todo. Já se foi o tempo em que cada um realizava o seu cada um e estava pouco preocupado com os resultados das outras áreas. A responsabilidade das vitórias e das derrotas deve ser dividida por todos os participantes nos processos.

Antonio Luiz Mendes de Almeida Junior é Diretor da Escola Superior Candido Mendes, UCAM.



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