FEE: ECONOMIA GAÚCHA REDUZ RITMO DE CRESCIMENTO NO PRIMEIRO SEMESTRE
Alta de 3,7% em 2008 foi menor do que os 7,5% do mesmo período do ano passado
A economia gaúcha medida pelo indice trimestral de atividade produtiva (Itap) reduziu seu ritmo de crescimento, na comparação entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período do ano passado. Em 2008, a alta foi de 3,7%, na comparação com o ano anterior. Em 2007, porém, houve crescimento de 7,5%, na relação com os seis primeiros meses de 2006. O Itap é um indicador de acompanhamento da evolução trimestral da economia do RS. Os números foram divulgados esta manhã pela Fundação de Economia e Estatística (FEE).
O setor que puxou a redução foi a agropecuária, com índice de -4,7% — no ano passado, havia crescido 10,3%. A indústria evoluiu 5,6% e os serviços, 4,4%, em 2008 — abaixo dos 8,7% e 6,2%, respectivamente, de 2007.
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul em 2008 também deverá ser menor do que o do ano passado, de acordo com a economista do Núcleo de Contabilidade Social da FEE Maria Conceição Schettert. O aumento no PIB brasileiro também deverá superar o do Estado em 2008.
— Este ano, o crescimento do PIB (do RS) deverá ser muito menor do que o do ano passado. Mas com o detalhe que o ano passado foi um ano excepcional de crescimento — avaliou a economista.
Destaques
A lavoura foi responsável pela taxa negativa do setor agropecuário, com expressiva queda verificada em sua produção (-6,3%). Destacaram-se na pauta produtiva da lavoura as culturas de arroz (16,3%) e uva (10,2%), com as maiores contribuições positivas, e fumo (-6,9%), milho (-10,8%) e soja (-21,7%) com as piores.
A produção animal apresentou um crescimento modesto (1,1%), resultado característico dessa atividade, que apresenta taxas crescentes sem oscilações bruscas. O destaque negativo foi o rebanho bovino (-1,6%), e a contribuição positiva foi a da produção de leite (5,6%).
Na indústria, o crescimento foi maior nos segmentos de máquinas e equipamentos (22,5%), veículos automotores (17,3%) e alimentos (11,1%). Os destaques negativos foram as indústrias química (-6,6%) e de fumo (-15,5%).
Já o setor de serviços deu a maior contribuição à taxa do Itap. O resultado é reflexo do desempenho positivo da indústria e do comércio, conforme a FEE.
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