CENÁRIO ECONÔMICO
Passadas as eleições no nosso país, as atenções voltam-se para as possíveis alterações na política econômica, tanto do Governo Federal quanto Estadual.
A governadora eleita do RS já disse que uma das grandes preocupações do seu governo é com a dívida do Estado para com a União, que limita muito a capacidade de novos investimentos em áreas consideradas prioritárias. A futura governadora também pretende negociar com o Governo Federal o recebimento dos créditos de exportação devidos ao Estado.
No âmbito federal, repercute a declaração do Ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Tarso Genro, que afirmou que a "era Palocci" acabou, dando sinais de que o Governo poderá "afrouxar" a meta de superávit primário (hoje em 4,25 do PIB), reduzir de forma mais acentuada a taxa básica de juros (atualmente em 13,75% a.a.) e uma ênfase menor no controle da inflação. Embora o Ministro da Fazenda Guido Mantega afirme que a política econômica não deverá sofrer alterações nesse segundo mandato, e até o próprio Presidente Lula tenha desmentido as afirmações do Ministro Tarso, fica claro o desejo de alguns membros do Partido dos Trabalhadores para que haja alterações mais significativas nessa área.
Em nosso município continuam as liberações de recursos por parte das agências bancárias locais para o financiamento da agricultura familiar e comercial, recursos esses que tem contribuído para o aquecimento de alguns setores da economia (principalmente revendas
de máquinas e insumos).
Destacamos também a preocupação dos lourencianos com a segurança pública e a onda de violência que tem atingido o nosso município, tanto na área urbana quanto no meio rural. Além de toda a insegurança gerada na população, poderá haver sérios prejuízos financeiros ao setor do turismo, já que essa situação pode afastar aquelas pessoas que aqui vem em busca de lazer e tranqüilidade junto às nossas belas praias na temporada de veraneio que se aproxima.
Valter Barros – Gerente Banco do Brasil – Diretor da ACI